BGP não deve ser tratado apenas como uma sessão que precisa permanecer estabelecida. A operação depende de quais rotas entram, quais prefixos saem, como a preferência é definida e o que acontece quando uma operadora degrada ou cai.

O que precisa ser conhecido antes de alterar

  • ASN local e ASNs das operadoras.
  • Prefixos autorizados para anúncio.
  • Políticas de entrada e saída existentes.
  • Preferência de tráfego em condições normais e de contingência.
  • Rotas estáticas, blackholes e agregados que sustentam os anúncios.

Filtros de saída: anunciar somente o que é seu

  • A política de saída deve permitir apenas os prefixos planejados.
  • Anúncios específicos e agregados precisam ter função clara.
  • Rotas internas, privadas ou aprendidas de terceiros nunca devem vazar.
  • Toda mudança deve ser validada na tabela advertised-routes.

Filtros de entrada: reduzir surpresa

  • Defina o que será aceito de cada operadora.
  • Valide rota default, full route ou parcial conforme capacidade.
  • Evite aceitar prefixos inválidos, privados ou excessivamente específicos.
  • Considere RPKI e limites de prefixos como camadas adicionais.

Failover não é apenas derrubar sessão

  • A contingência deve considerar ida e retorno.
  • Mudança de preferência pode exigir local-preference, MED, prepend ou communities.
  • O agregado pode permanecer como último recurso.
  • Procedimentos manuais precisam ser curtos, claros e reversíveis.

Checklist de validação

Salvar configuração atual
Registrar rotas recebidas e anunciadas
Testar caminho por operadora
Confirmar retorno do tráfego
Documentar rollback
Em ambiente de produção

Não aplique comandos ou políticas sem compreender topologia, dependências, impacto, acesso alternativo e rollback.

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